Jorginho mostra a prancheta que utiliza: nomes dos jogadores e diferentes esquemas táticos em uma semana
Desde que assumiu o Flamengo, na segunda-feira, o técnico Jorginho não se furtou do direito de testar. A velha máxima de treino é treino e jogo e jogo talvez não tenha sido tão bem utilizada no Ninho do Urubu ultimamente. Em quatro dias, foram três sistemas táticos utilizados, com 16 jogadores, nomes na prancheta utilizada pelo técnico riscados, outros colados. Em sua chegada, o técnico assumiu ter preferência pelo 4-2-3-1, mas também lançou mão do 4-3-3 também utilizado pelo antecessor, Dorival Júnior. Por último, utilizou por um período o 4-4-2. Jogadores saíram, outros entraram, volantes viraram meias, meias viraram volantes. A polivalência também foi analisada. Em busca do Flamengo ideal, Jorginho não se cansa de fazer alterações para conhecer o elenco.
Um dos alvos das mudanças do treinador foi Renato. Meia de origem, ultimamente ele tem vinha sendo utilizado tanto por Vanderlei Luxemburgo como por Dorival Júnior. No treinamento desta quinta-feira, ele voltou à função de origem, armando o meio de campo, já que Carlos Eduardo ficou fora da atividade por conta de uma faringite. Um dos mais atletas mais experientes do grupo, Renato não mostrou incômodo com as inúmeras trocas feitas pelo treinador durante a semana.
"Jorginho está vendo as opcões. Colocou um ontem, outro hoje. Sabemos que mudanças vão acontecer. Estamos querendo ajudar. O Jorginho chegou com uma aposta de trabalho diferente e só podem jogar 11", afirmou Renato.
No primeiro treino tático da semana, Jorginho testou o seu 4-2-3-1, indicando mudanças. Ibson, titular inquestionável de Dorival Júnior, passou para a reserva. Sem goleiro, o Flamengo foi escalado com Léo Moura, Wallace, Renato Santos e João Paulo; Elias e Renato; Rafinha, Carlos Eduardo e Nixon; Hernane. O time era bem parecido com o de Dorival Júnior, mas com algumas mudanças significativas, como a de Ibson, e a saída de Carlos Eduardo de uma das pontas para o meio, na armação das jogadas. Elias, antes com mais liberdade para a saída de bola, teve de ficar mais preso à marcação ao lado de Renato. Pareceu ter agradado.
Tanto que no dia seguinte, quinta-feira, Jorginho iniciou o treinamento tático, em campo reduzido, com a mesma equipe. Foram quatro tempos de seis minutos. Nos dois primeiros, o time jogou no 4-2-3-1. A equipe acabou pressionada pelos reservas na saída de bola e sofreu dois gols. Nos dois últimos, cinco mudanças e equipe mais postada no 4-3-3. Desta vez, o time titular foi formado por Felipe; Léo Moura, Alex Silva, Wallace e Ramon; Elias, Ibson e Cléber Santana; Rodolfo, Hernane e Rafinha. Após o treinamento, um longo papo.
Fla Imagem
Jorginho e seus auxiliares, Aílton e Jaime de Almeida
Elogiado por suas ideias táticas enquanto foi auxiliar de Dunga na seleção brasileira, Jorginho dispõe de uma prancheta na qual organiza, com placas de nomes de jogadores, a disposição tática da equipe. Estudioso do futebol, após estágios por Barcelona e Real Madrid, Jorginho mais uma vez resolveu testar opções no treinamento desta quinta-feira. A opção foi por um 4-4-2, mais tradicional, com o meio de campo em forma de losango. Cléber Santana, meia de origem, foi recuado e fez a função de primeiro volante. Elias e Ibson foram os volantes mais à frente, lado a lado. Na frente, Renato fez a armação. Depois, Jorginho sacou este último do time, colocou Nixon e voltou ao 4-2-3-1. Na zaga, estiveram Alex Silva e Wallace.
"Ele está implantando a filosofia dele e estamos tentando ajudar. Ele quer que tenhamos posse de bola para controlarmos o jogo", explica Cléber Santana.
A estreia de Jorginho no Flamengo está marcada para sábado, às 18h30, contra o Boavista, no Engenhão. Mas o time, por enquanto, ainda não conta com o zagueiro González, na seleção chilena, e o volante Cáceres, na seleção paraguai. Sinal de que os nomes na prancheta de Jorginho ainda vão passar por novos rodízios.
Fonte: ESPN
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